

Análises encomendadas por atingidos apontam contaminação em pontos do Rio Doce em Minas Gerais
Moradores atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão divulgaram novos laudos laboratoriais que, segundo eles, apontam a presença de metais pesados em amostras de água do Rio Doce coletadas em três localidades de Minas Gerais: Tumiritinga, São José do Goiabal e Baixa Verde.
De acordo com os relatos apresentados pelas comunidades, os exames foram encomendados e custeados pelos próprios atingidos por meio de arrecadação coletiva. As coletas teriam sido feitas na primeira quinzena de julho, e os resultados passaram a circular entre moradores e grupos de mobilização no fim de semana, ampliando a preocupação de comunidades ribeirinhas em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Segundo o ativista Weberty Machado, conhecido como Beto, o resultado das análises acende um alerta para áreas localizadas ao longo da calha principal do Rio Doce, que liga municípios mineiros ao litoral capixaba.
“A água está gravemente contaminada por metais pesados e não se recomenda o consumo nem o banho aos moradores ribeirinhos”, afirmou.
MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA
Ainda segundo os atingidos, uma comissão já tem agenda prevista em Brasília no dia 2 de agosto de 2026 para apresentar a documentação obtida a partir dos laudos. O grupo afirma que participará de uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, com apoio do senador Cleitinho na entrega formal do material.
Até o momento, esta matéria registra as informações com base no que foi divulgado pelos moradores e lideranças envolvidas. O espaço segue aberto para manifestações de órgãos públicos, instituições de fiscalização, empresas envolvidas no caso e demais autoridades citadas.
DEZ ANOS APÓS O DESASTRE, COBRANÇA POR MONITORAMENTO CONTINUA
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorreu em novembro de 2015 e lançou rejeitos de mineração por centenas de quilômetros na Bacia do Rio Doce. Mais de uma década depois, moradores de áreas atingidas continuam cobrando monitoramento independente da água, fiscalização permanente e reparação integral pelos danos causados ao longo do rio.
A divulgação dos novos laudos reacende a discussão sobre transparência nos dados ambientais e sobre a necessidade de acompanhamento técnico acessível às comunidades que vivem às margens do Rio Doce.
Fonte: informações divulgadas por moradores atingidos, lideranças comunitárias e material apresentado por grupos de mobilização.
Nota de atualização: esta matéria poderá ser atualizada caso sejam divulgados posicionamentos oficiais, novos laudos ou documentos públicos sobre o caso.
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