Segundo comunicado do PGMBM citado pelo ES Fala, etapa analisará danos e critérios de indenização; ainda não há valores individuais nem calendário de pagamentos.
Segundo o portal ES Fala, o julgamento na Inglaterra sobre os danos e os critérios de indenização pelo desastre de Mariana começará em 7 de abril de 2027. A data foi informada em comunicado divulgado pelo escritório PGMBM nesta quinta-feira (5), quando o rompimento da barragem de Fundão completa 11 anos. O escritório representa aproximadamente 400 mil pessoas na ação contra a mineradora BHP.

Informações divulgadas
Conforme a reportagem, o calendário foi confirmado pelo Tribunal Superior da Inglaterra em audiência realizada em 23 de outubro de 2026. A etapa seguinte do processo, denominada Fase 2, terá como foco os prejuízos sofridos pelos participantes da ação e as regras que orientarão o cálculo das indenizações.
Para essa análise, serão examinados casos-modelo escolhidos para representar diferentes situações vividas pelos atingidos. Documentos, depoimentos e provas periciais deverão ajudar o tribunal a estabelecer quais danos têm relação com o rompimento e qual a extensão dos prejuízos apresentados.
A abertura do julgamento, porém, não estabelece o começo dos pagamentos. De acordo com a publicação, os valores individuais ainda não foram definidos e não existe calendário confirmado para que os participantes recebam as indenizações. Essas definições dependerão do andamento da ação e das decisões posteriores.
Antes do julgamento, está prevista uma audiência em 4 de dezembro de 2026 para tratar das perícias e do cronograma processual. O PGMBM pretende concluir, até 18 de dezembro, relatórios médicos dos clientes selecionados como casos-modelo, atender a pedidos adicionais de documentos e finalizar depoimentos. Segundo o escritório, mais de 50 advogados brasileiros e ingleses participam da preparação.
No mesmo comunicado, o PGMBM relatou uma reorganização administrativa e financeira para dar continuidade ao processo. A CEO Alicia Alinia afirmou que a prioridade é transformar o reconhecimento da responsabilidade da BHP em reparação aos atingidos. A ação na Inglaterra teve início em novembro de 2018, segundo o ES Fala.
Contexto
O ES Fala informa que a Justiça inglesa reconheceu a responsabilidade da BHP pelo desastre em 14 de novembro de 2025. Em maio de 2026, o Tribunal de Apelação negou autorização para a mineradora recorrer dessa decisão, permitindo que a ação avançasse para a discussão dos danos e das indenizações.
O rompimento ocorreu em 5 de novembro de 2015 e provocou 19 mortes, além de espalhar rejeitos pela bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo. A barragem era operada pela Samarco, controlada por BHP e Vale. Conforme o relato, em Colatina os impactos alcançaram moradores que dependiam do rio para abastecimento, pesca e outras atividades econômicas.
Fontes
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