Encontro ocorreu durante a passagem do músico por Roma; pontífice entregou um rosário e recebeu um exemplar da autobiografia do artista.
O papa Leão XIV recebeu o cantor e compositor Bob Dylan no Palácio Apostólico, no Vaticano, na quarta-feira (4), durante a passagem do músico por Roma em sua turnê italiana. Segundo a BBC News, que publicou o relato nesta quinta-feira (5), os dois trocaram presentes no encontro.

Informações divulgadas
A visita foi breve, conforme o Vatican News, citado pela emissora britânica. Leão XIV entregou um rosário ao artista, vencedor do Nobel, e recebeu dele um exemplar de sua autobiografia, Chronicles: Volume One. Tanto o pontífice quanto o músico são originários do Meio-Oeste dos Estados Unidos.
Dylan, de 85 anos, apareceu com roupas quase inteiramente pretas, incluindo uma peça com capuz levantado e luvas, além de um guarda-chuva. O conjunto contrastava com as vestes brancas do papa, nascido em Chicago. A agenda divulgada previa uma apresentação do cantor no Palazzo dello Sport, em Roma, nesta quinta-feira.
Contexto
A obra de Dylan já havia sido mencionada por Leão XIV antes da visita. No prefácio do livro Disarmed and Disarming: Peace Is a Gift, o papa citou a canção antinuclear Go Away You Bomb, em uma advertência ao mundo contra o rearmamento, de acordo com a BBC.
A letra foi escrita em 1963, durante a Guerra Fria, mas a música nunca foi gravada. Segundo o jornal The New York Times, citado na reportagem, o texto datilografado permaneceu inédito até 2013, quando foi descoberto e colocado em leilão. O trecho escolhido pelo pontífice critica a bomba como uma criação humana, submetida à posse e ao manejo de pessoas.
Essa foi a segunda ocasião em que Dylan se encontrou com um papa. Em 1997, ele foi convidado a tocar diante de João Paulo II e de cerca de 300 mil jovens no 23º Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Bolonha, na Itália. A apresentação incluiu quatro músicas, entre elas Knockin' on Heaven's Door.
Ainda segundo o relato da BBC, durante aquela apresentação Dylan teria se aproximado de João Paulo II para cumprimentá-lo com um aperto de mão e trocar algumas palavras. Na ocasião, o então pontífice também recorreu ao repertório do compositor: citou Blowin' in the Wind no sermão dirigido ao público.
Fontes
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