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Abras aponta alta de 10,6% nas vendas de alimentos em grupo que inclui o ES

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Resultado reúne Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro; entidade avalia possível relação com restrição às apostas, sem comprovar causa.

Segundo o ES Fala, um levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apontou crescimento de 10,6% nas vendas do varejo alimentício no agrupamento formado por Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro. O resultado corresponde ao período de 5 a 11 de outubro de 2026, na comparação com os mesmos dias de 2025.

Informações divulgadas

O percentual colocou esse conjunto de mercados entre os destaques do levantamento, ao lado da região Sul, que também teve alta de 10,6%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o agrupamento que inclui o território capixaba registrou avanço de 7,1%, atrás apenas do Sul, onde o crescimento foi de 9%.

Entre os produtos destacados pela Abras estão arroz, óleo, macarrão e café. Segundo a associação, o aumento do volume comercializado alcançou supermercados, atacarejos, mercearias e outros estabelecimentos do varejo alimentar. No país, as altas foram de 6,5% na primeira semana analisada e de 6,3% na seguinte, também em relação aos períodos equivalentes de 2025.

A entidade também observou as movimentações por Pix, com base em informações públicas do Banco Central. Conforme os dados relatados, o número de transações caiu 10% imediatamente após a entrada em vigor da medida; posteriormente, a redução passou a 7%. Para a Abras, isso pode sinalizar menor circulação de recursos destinados às apostas, embora não identifique o destino desse dinheiro.

Contexto

A Abras avalia uma possível relação entre esse movimento e a Medida Provisória 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. Conforme o relato do ES Fala sobre o levantamento, a medida proibiu as apostas no país. A hipótese da associação é que parte do dinheiro antes usada nos jogos tenha passado a financiar compras de alimentação e outros itens essenciais.

Essa interpretação, porém, não estabelece uma relação comprovada de causa e efeito. Os números apresentados não demonstram que a restrição às apostas tenha sido a única responsável pela expansão das vendas, nem permitem calcular quanto teria saído dos jogos para chegar às compras de alimentos.

Não foi divulgado um índice exclusivo do Espírito Santo. Assim, a alta de 10,6% representa o desempenho conjunto dos três mercados e não pode ser atribuída isoladamente ao estado ou a municípios capixabas. Segundo o ES Fala, a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) foi procurada pela reportagem que originalmente divulgou os dados, mas não apresentou manifestação sobre os possíveis efeitos no comércio estadual.

Fontes

ES Fala

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