Cinco sindicatos convocaram mobilização nacional em meio à alta do custo de vida; atos afetaram escolas, hospitais, transportes e atrações de Paris.
Segundo a BBC News, cinco sindicatos promoveram uma jornada nacional de greves na França nesta quinta-feira, 5 de novembro, em uma mobilização que reuniu trabalhadores, estudantes do ensino médio e manifestantes contra o aumento do custo de vida. As entidades cobram salários maiores, proteção dos serviços públicos e respostas imediatas do governo.
Informações divulgadas
Sophie Binet, dirigente da central sindical CGT, afirmou que mais de 250 mil pessoas haviam ido às ruas em quase 70 cidades até as 13h no horário local. Para ela, a participação representava apenas o início da jornada e indicava uma nova etapa da mobilização. Os cinco sindicatos anunciaram mais de 250 ações nos setores público e privado.
Entre as reivindicações está o aumento do salário mínimo francês, chamado Smic, então fixado em 12,31 euros por hora. A dirigente da CFDT, Marylise Léon, defendeu que os reajustes alcancem outros salários e apresentou uma demanda de acréscimo líquido de 100 euros mensais.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou a mobilização de 70 mil policiais. Houve relatos de confrontos em Lyon e Rennes. Em Lyon, um carro foi incendiado perto da ponte Gallieni durante confrontos entre policiais e centenas de pessoas identificadas na reportagem como integrantes de grupos black bloc.
Contexto
A onda de protestos começou em setembro, motivada pelas condições e pela falta de recursos nas escolas de ensino médio. Depois, passou a incorporar trabalhadores e integrantes do movimento dos coletes amarelos, que voltou a se mobilizar contra os preços elevados.
Para tentar conter a insatisfação com os preços, o governo liberou 10 milhões de barris de diesel das reservas estratégicas. Ministros também prometeram reformar a plataforma de ingresso universitário Parcoursup e substituí-la até 2028. Em Paris, a marcha recebeu autorização para seguir da Praça da República à Praça da Nação, por um trajeto diferente do solicitado pelos sindicatos.
O que muda para a população
A BBC relatou interrupções em escolas, hospitais e transportes públicos. Em Paris, a Torre Eiffel e algumas salas de exposição do Museu do Louvre precisaram fechar. O Ministério da Educação informou adesão de 16% dos professores à greve; os sindicatos disseram que os efeitos atingiram mais de um quarto das escolas de ensino médio e a grande maioria das universidades.
Trabalhadores também foram convocados a interromper a produção em refinarias. A reportagem registrou a previsão de que a França importasse mais eletricidade do que produzisse naquele dia, em razão das paralisações em instalações nucleares, sem apresentar um balanço final desse efeito.
Fontes
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