Crime ocorreu durante uma festa em junho de 2024. Ministério Público recorreu para aumentar a pena aplicada pelo homicídio.
Segundo o portal ES Fala, o Tribunal do Júri de Colatina condenou um homem a 25 anos de prisão pela morte do peão de rodeio Kennedy Carminatti Scarton e por porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida. A decisão foi anunciada na noite de quarta-feira, 4 de novembro, após um julgamento que durou quase 12 horas.
Informações divulgadas
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o desentendimento entre os dois começou na noite anterior ao assassinato. Kennedy teria chamado a atenção do acusado por bater em bois que seriam usados em um rodeio no município. Conforme essa versão, a repreensão deu origem à discussão.
Ainda segundo a versão sustentada pelo Ministério Público no julgamento, o homem voltou armado ao local da festa no dia seguinte e esperou uma oportunidade para atacar Kennedy. O peão foi atingido por disparos e morreu. Para a acusação, o motivo foi fútil e a forma do ataque dificultou a defesa da vítima.
Conforme o ES Fala, os jurados reconheceram as duas qualificadoras apresentadas pela acusação: motivo fútil e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A condenação pelo homicídio qualificado resultou em uma pena de 21 anos e seis meses de reclusão.
A essa punição foram acrescentados três anos e seis meses pelo porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida. A soma das duas penas chegou aos 25 anos de prisão, com cumprimento em regime inicial fechado, segundo o relato publicado pelo portal.
Contexto
Kennedy morava em Rio Bananal e foi morto em 29 de junho de 2024, durante uma festa em Governador Lindenberg, no Noroeste do Espírito Santo. O julgamento ocorreu mais de dois anos depois do crime e reuniu a análise da acusação de homicídio e da infração relacionada à arma de fogo.
O que muda para a população
O Ministério Público, porém, considera insuficiente a pena fixada para o homicídio diante da gravidade da conduta. A 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Colatina apresentou recurso, registrado na ata do julgamento, para pedir seu aumento. Assim, o tempo de prisão ainda poderá ser analisado pela Justiça em razão dessa contestação.
Fontes
Leia também
Descubra mais sobre Eu 💙Colatina
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





