Segundo o ES Fala, operação na Grande Vitória encontrou medicamentos sem registro e armazenamento inadequado; suspeita de adulteração segue em apuração.
Segundo reportagem do ES Fala, três pessoas foram presas em flagrante na manhã desta quinta-feira (5 de novembro), durante uma operação que apura o comércio clandestino de canetas emagrecedoras no Espírito Santo. Entre as pessoas detidas estão duas empresárias do setor de estética. Conforme o portal, a investigação identificou o uso de rifas nas redes sociais para oferecer os produtos.

Informações divulgadas
Denominada Operação Efeito Colateral, a ação ocorreu em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. O relato informa que foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, com alvos que incluíam seis pessoas investigadas e dois estabelecimentos comerciais.
As ofertas circulavam principalmente pela internet. Segundo o ES Fala, uma das empresárias detidas anunciava as substâncias em redes sociais e chegou a organizar uma rifa virtual de canetas emagrecedoras. Também foram identificados pacotes de R$ 1.920, anunciados com promessa de procedência original e entrega por transportadora.
Ainda conforme a reportagem, algumas clínicas de estética vendiam os medicamentos junto com procedimentos que incluíam a aplicação das substâncias nas clientes. O relato também aponta problemas na conservação: parte dos produtos estava junto de alimentos, como alho e cebola, enquanto outros frascos permaneciam em refrigeradores sem controle de temperatura ou fora de refrigeração.
Contexto
De acordo com as informações publicadas, os medicamentos eram comprados no Paraguai e levados por via terrestre até o Espírito Santo, sem a regularização sanitária exigida no Brasil. A investigação busca esclarecer a participação dos suspeitos na compra, no transporte e na comercialização desses produtos.
Conforme as informações sobre a operação reproduzidas pelo portal, os medicamentos apreendidos não tinham registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. A apuração sobre a distribuição irregular de medicamentos para emagrecimento no estado envolve seis investigados.
O que muda para a população
O transporte, segundo o portal, também era feito sem garantia de conservação adequada, inclusive em caminhões sem monitoramento térmico. Essas condições podem comprometer a estabilidade de medicamentos que dependem de temperaturas específicas para serem armazenados e transportados.
Outra frente da apuração é a suspeita de mistura das substâncias vendidas como canetas emagrecedoras com medicamentos controlados de menor custo. A possível adulteração continua sob investigação. O texto do ES Fala cita riscos de complicações graves associados a produtos sem procedência comprovada e fiscalização sanitária, entre elas pancreatite e outras reações potencialmente severas.
Fontes
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