Segundo a BBC, novas apurações envolvem outras duas mulheres; em julgamento encerrado, o comediante foi condenado por estupro e agressões sexuais.
Segundo reportagem da BBC News publicada nesta quinta-feira, 5 de novembro, a polícia britânica investiga Russell Brand por duas novas denúncias de estupro, apresentadas por outras duas mulheres. Essas apurações são distintas dos casos julgados em Londres, nos quais o comediante foi condenado por parte das acusações.

Informações divulgadas
Após três semanas de julgamento no tribunal de Southwark, um júri formado por oito homens e quatro mulheres considerou Brand culpado de uma acusação de estupro e três de agressão sexual. Ele foi absolvido de outras duas acusações de estupro e de uma de tentativa de atentado ao pudor, conforme a reportagem.
O responsável pela investigação da Polícia Metropolitana, Andy Furphy, afirmou à BBC acreditar que outras mulheres poderão procurar as autoridades depois da condenação. Ele disse esperar que os veredictos deem coragem e confiança a possíveis novas denunciantes. A declaração expressa uma expectativa do investigador.
Os policiais apontaram dificuldades decorrentes do tempo transcorrido: a alegação mais antiga remontava a 27 anos. Sem imagens de câmeras de segurança ou provas periciais disponíveis, a equipe buscou outros elementos, como informações sobre onde as mulheres estavam e com quem haviam conversado depois dos episódios relatados.
O julgamento começou em 14 de outubro de 2026. As mulheres prestaram depoimento atrás de uma barreira visual, enquanto Brand acompanhava as sessões. Furphy elogiou a determinação delas e descreveu o processo como profundamente desconfortável em alguns momentos, segundo a BBC.
Contexto
As primeiras acusações divulgadas pela imprensa surgiram em setembro de 2023. Uma reportagem conjunta dos jornais The Times e Sunday Times e do programa Dispatches, do Channel 4, apresentou relatos de quatro mulheres sobre estupro, agressão sexual e abuso emocional. Na ocasião, Brand negou enfaticamente as alegações.
A investigação policial começou pouco depois daquela publicação. Denúncias chegaram a forças policiais de diferentes regiões do país, e a Polícia Metropolitana organizou uma equipe específica para conduzir a Operação Actinolite. Segundo os agentes ouvidos pela BBC, foram colhidos mais de 340 depoimentos, incluindo os de antigos empregadores, colegas e pessoas ligadas ao comediante.
Nas três primeiras entrevistas policiais, Brand apresentou declarações preparadas nas quais dizia não reconhecer as denunciantes nem recordar os episódios. Sustentou também que qualquer atividade sexual teria sido consensual. Depois, deixou de responder às perguntas dos investigadores. As primeiras acusações formais foram apresentadas em abril de 2025; outras vieram após uma quarta entrevista, em julho daquele ano. Ele também as negou.
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